
OBS : Vou contar como foi o meu fim de semana mas já quero avisar que não vou citar nomes para não acabar com a "tal" reputação de ninguém.
No sábado, logo depois que eu passei por aqui pelo Blog e fiquei baixando música eu desliguei o computador e fui ver televisão. Comecei me sentindo um pouco mal e enjoada. Falei para minha mãe e ela me perguntou se eu gostaria de tomar algum comprimido para enjoo, detalhe (minha mãe já foi enfermeira). Eu disse que não e só precisava dormir um pouco. Por volta das 22 horas eu me deitei e consegui pegar no sono, mas me sentindo muito mal. Quando foi mais ou menos meia noite eu acordo com o vômito na minha garganta e sendo jorrado pelo quarto todo. Quase morri.
Minha mãe pirando disse que iria me levar ao hospital e eu como tenho pavor de médico disse não e voltei a me deitar.
Vomitei tudo o que eu comi a noite inteira. E minha mãe começou a me dar soro caseiro. Como eu já havia posto para fora tudo que tinha no meu organismo até o soro não parava no meu estômago. Até que deu uma pausa e por volta das 4 da manhã voltei a dormir.
Quando deu 7 da manhã do domingo eu comecei a gritar pela minha mãe, estava praticamente delirando de tanto enjoo. Minha mãe foi direto na farmácia comprar um remédio que agora eu esqueci o nome para eu poder ir para o hospital sem eu ter que vomitar no caminho.
Minha mãe resolveu me levar em uma UPA 24 horas. Todos tem dito que um atendimento maravilhoso. Quase chagando na UPA eu comecei a vomitar novamente, acho que o efeito do remédio começou a terminar. Resultado: Depois de quase 2 horas naquela p.... daquela UPA eu consegui ser atendida. Um médico p...... disse que eu teria que ir para o soro e me receitou remédio para vômito. Detalhe : (tudo que a minha mãe já havia feito). Ele não pediu nenhum exame e muito me examinou fisicamente.
Eu estava começando a sentir muita dor atrás do joelho e no pescoço. Minha mãe mãe resolveu fugir da UPA e me levou para um hospital particular.
Chegando lá uma médica me examinou e pediu um exame de urina e de sangue. Fizemos o exame e resultado só saíria depois de uma hora e meia. E já era 5 da tarde. Então resolvemos atravessar a rua e entrar da padaria para eu comer algo. Só que eu não sentia a mínima fome e a dor no pescoço só estava piorando.
Voltamos para a clínica e a médica disse que o meu exame de sangue estava ótimo, ela até elogiou a minha mãe. Depois ela disse que pelo exame de urina eu poderia estar com infecção urinária. Então eu disse que a dor no pescoço havia piorado. Resultado: (ela simplesmente disse com toda a calma do mundo que eu poderia estar com meningite. Minha mãe quase pirou e disse que não teria como custiar um exame de alto porte como o de Punção Lombar.
Então o louca da médica me indicou para um hospital público de grande porte do outro lado da cidade. Saímos da clínica ás 7 horas da noite, e chegamos nos hospital ás 10.
Sinceramente, eu precisei passar por isso para perceber o quanto a saúde pública do Brasil está totalmente precária.
Minha mãe falou com a recepcionista, com a assistente social, com o guarda de segurança, até mesmo com os pacientes. Até que conseguimos achar um neurologista. E ele disse:
-Meningite? Quem? Ela? Essa médica está louca? Bom, eu preciso de um exame de sangue.
-Tem este aqui que fizemos lá na clínica - disse minha mãe mostrando o exame ao neuro com as mãos tremendo.
-Me desculpe, mas com o diagnóstico dado por ela, eu não posso confiar nesse exame. Minha senhora, você não tem noção o que é uma criança com meningite. Sua filha já estaria totalmente paralisada.
Então minha mãe me levou até o outro prédio do hospital para eu poder fazer o outro exame de sangue. Fiz o exame e 45 minutos depois ele estava pronto. Minha mãe procurou o neuro e mostrou o exame.
- No mínimo ela está com uma infecção urinária, mas meningite nunca passou por ela e pelo que vejo nesse exame de sangue não irá passar tão cedo. Ela tem uma saúde ótima. Não vejo como essa média pode fazer isso. Um exame desse mal feito sua filha poderia ficar até mesmo paraplégica.
Minha mãe começou a chorar e pedir obrigada ao médico. E ele continuou:
- Esse exame só é feito em caso de 98 % de certeza, e não básiado em 5 % como disse essa médica.
Logo depois ele disse o que fazer para tratar a minha infecção e agora eu já estou em casa escrevendo como nunca aqui para vocês.
Resultado: Eu nunca fiquei com tanta raiva de uma médica assim na minha vida. No início eu pensei que ela poderia salvar a minha vida e no final ela me trouxe uma morte que literalmente não era minha. Ela tinha que ser processada.
Para vocês entenderem melhor, vou deixar aqui um pouco mais sobre essa doença a f.... d. p... dessa médica disse que eu tinha.
O que é Meningite?
Meningite é uma inflamação das leptomeninges, membranas que recobrem o cérebro e a medula espinhal. As meningites são freqüentemente causadas por vírus ou bactérias, entretanto outros agentes, como fungos ou parasitas, também podem causá-las. Dentre as bactérias, a Neisseria meningitidis (meningococo) é a mais freqüente atualmente, e tem importância pela possibilidade de causar surto ou epidemias.
Quais os sinais e sintomas das Meningites?
Febre alta, dor de cabeça muito forte e rigidez de nuca (pescoço duro) são sintomas freqüentes nos indivíduos após os 2 anos de idade, podendo evoluir gravemente em poucos dias ou até em horas, dependendo do agente causador. Outros sintomas podem aparecer: náuseas, vômitos, fotofobia (desconforto com luz), confusão mental e abatimento no estado geral. Em recém-nascidos ou lactentes, os sintomas clássicos de febre, dor de cabeça, rigidez de nuca e fontanela abaulada estão freqüentemente ausentes, o que dificulta o diagnóstico nessa faixa etária. Chamam a atenção sintomas como: baixa de atividade (a criança fica largadinha) ou irritabilidade, choro intenso, gemência, vômitos, ou seja, aparecimento de sinais e sintomas inespecíficos.
Como é feito o diagnóstico das meningites?
O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são de grande importância para uma boa recuperação. Assim os pacientes que apresentem sintomas têm que procurar o médico imediatamente. O diagnóstico confirmatório é feito através do exame do líquor (líquido retirado da espinha), coletado através de punção realizada por médico. Esse exame, além de beneficiar o paciente rapidamente com seu resultado, indicando precisamente o tratamento mais adequado, também define quais as medidas de controle a serem adotadas com as pessoas que conviviam com o paciente, se forem necessárias.
As meningites têm cura?
Sim, inúmeros antibióticos são usados com sucesso no tratamento das meningites bacterianas, que deve ser realizado em ambiente hospitalar. As meningites chamadas de virais, costumam ter evolução benigna, por vezes não necessitando de internação. Mas essa avaliação deve sempre ser feita por médico capacitado. Apesar de existirem casos de meningites causadas por enterovírus que são benignos, ao menor sinal ou suspeita, deve-se procurar atendimento médico, pois meningite é, na maioria das vezes, uma doença grave.
As meningites são contagiosas?
Algumas formas de meningites bacterianas e as causadas por vírus são contagiosas. As bactérias são transmitidas pela tosse ou espirro do paciente, através de secreções expelidas do trato respiratório (nariz e boca). Para que essa transmissão ocorra, há necessidade de um contato direto com a pessoa doente. A notificação à vigilância epidemiológica da sua região permitirá uma análise da situação por pessoas capacitadas para avaliar se há ou não necessidade de dar remédio aos comunicantes diretos, e isso pode ser feito no mesmo dia. Os enterovírus podem ser transmitidos por secreções do trato respiratório e/ou fezes.
Existem vacinas para prevenir as meningites?
Sim, mas não para todos os tipos de meningites. Em São Paulo, desde 1999, encontra-se disponível a vacina contra o hemófilo b, que é uma das bactérias que podem causar meningite, além de outras doenças graves em crianças menores de 5 anos. Apesar do pouco tempo de uso, esta vacina já diminuiu o número de casos e de mortes entre as crianças. A vacina disponível para o meningococo tem uso indicado apenas para controle de surtos, pois até o momento, não protegem bem as crianças menores de 2 anos de idade, justamente as que são mais atingidas por essa doença. A vacina tradicional para S. pneumonia (pneumococo), outro agente importante, também não protege crianças menores de 2 anos. No Brasil esta vacina só está disponível nos centros de imunobiológicos especiais, ou em campanhas para pessoas com 60 anos ou mais. Ainda não existem vacinas contra os enterovírus que mais frequentemente causam meningites.
ATENÇÃO: Por ser contagiosa e causar epidemias, TODOS os casos de meningites devem ser notificados aos serviços de saúde pública o mais rápido possível.
P.S. Galera, muito obrigada pelos comentários carinhosos da postagem passada.
P.S. 2 Sim, isso aconteceu comigo
P.S. 3 O desenho da médica louca aí em cima quem fez foi eu.
Bjokinhas galera.